quinta-feira, 23 de abril de 2009

rua humaitá

chega de cartas
de baralho barulho
eu via seu sofrimento
minha dor eu via
doía até mais
que dois ou três cigarros
de teu maço o sol ardia teu umbigo
no mormaço eu via gente correndo
pro terraço rádio de pilhas ligado
favela próxima à avenida
trouxa de roupas sujas
era eu essa trouxa

só porque alguém tocou meu ombro
quando passei pela humaitá
como se fosse uma rua qualquer
de maringá

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