quinta-feira, 23 de abril de 2009

soneto de nossas mãos

quando me invade a amplidão
recosto a cabeça em seu ombro
suas mãos procuram as minhas, sem assombro
se embrenham em meus cabelos. então

como duas rolas minhas mãos lobas
procuram no ato seus cabelos
nossas mãos tornam-se dois novelos
nos tocamos a quatro mãos. bobas

com toda ternura no leito
minhas mãos procuram sem pudor
suas mãos, seu peito, seus cabelos

depois suas mãos procuram meu peito
e os dois encontramos cheios de amor
nossas mãos, cabelos, peitos e pelos

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