sábado, 24 de outubro de 2015

silêncio profundo

                                    angie
                                  10.05.2008 
                                  17.09.2015
angie
a vizinha
a quem visito
levo flores
beija-flores

rego sua morada
com lágrimas
de compaixão amor
afago
saudade


sábado, 17 de outubro de 2015

paraíso na vertente poética

   jab - só as vovozinhas [e netinhos] somos felizes


plano a
ângelo 
plano b
breno
pra vida toda

ângelo e breno
breno e ângelo
poesia jorrando
transbordante

céu na terra
e no céu

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

alice in daisyland


ela ali
morena
entre margaridas
brancas
tantas e tantas
floresce quando 
criança

alice toda

toda alice
se acha
(em) alice 











quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Antonio Miranda

Uma revelação? Não, ela já trilhou muitos caminhos, mas sua poesia se apresenta sempre nova, concisa, atualíssima. A. M.
Poeta Antonio Miranda, no site Portal de Poesia Ibero-americana.
http://www.antoniomiranda.com.br/
Página Juracy Ribeiro  

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Carlos Abranches

Carlos Abranches: Oi, Juracy. Gostei muito de seu blog de poemas. Adorei, sobretudo, o poema do piano. Te mando, aqui, o seguinte recado: "Piano, pianinho... é uma arte tocar baixinho." Bjs
[Mensagem no Facebook]

Jornalista mineiro Carlos Abranches, apresentador do programa Vanguarda TV, da Rede Globo.
Também é poeta e músico. As palestras que ministra são sensíveis e transformadoras. Altamente recomendáveis. 
Fui sua aluna em 2003 por um breve período no curso Normal Superior na Univap Aquarius. As boas lembranças ainda permanecem.
Muito obrigada, Carlos, por visitar o blog e, killing me softly... dedilhar o piano.  :)

sábado, 8 de setembro de 2012

[e] terno amigo Rubinho - Rubens Lopes de Siqueira




Logo postarei aqui a homenagem ao marido da Rose, amiga do mais íntimo do meu coração -  Rubinho, que foi convocado pelo Anjo em 26 de junho. Descanse em Paz, Rubinho.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

dolorido nascer das brumas, bruna

convulsões do nascimento
caloroso este útero
onde me protejo

alto lá!
2 de outubro logo bate à porta
ulalá! seja bem-vinda, bem-amada
bebezinha de cabelos negros
sorriso largo, mente clara
decidida a nascer
no dia do anjo de guarda

todos os budas te abençoem
todos os anjos te protejam
bruníssima, morena
filha única, preciosa
de meu irmão caçula

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

três vezes santo


deus cuida dos lírios do campo
deus cuida das aves do céu
deus cuida de elisa
minha filha branca

sábado, 26 de junho de 2010

glup!

ângelo, meu grande amorzinho
meu tudo em tanto

se chego em sua casa
antes do bom-dia, dos abraços
vem logo me colocando a par
de minha vida

sabia que você
é mãe da minha mãe?
 
maio/2010
julho/2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

nascido em 18 de abril

 joy, the little guy
 nascido no dia do livro infantil
 dia do amigo -- u-auau
 sua vida, leitura escancarada
 nos dentes

 vítima de bullying dos cavalões
 não traz desaforo
 pra casinha

 salta (n)as feras
 é bom não encarar

 7x7 = 49 anos
 quase cinquentão
 mordendo
 pra cachorro
 [Joy... Não provoque! É cor-de-rosa tropa-de-choque.]

sábado, 27 de março de 2010

AI DE TI, HAITI!


Márcio Almeida

Ai de ti, Haiti!
Cloaca da miséria a perguntar ao mundo
se Deus existe.
Entulho da morte, pátria do caos.
Ai de ti, carniça viva
a dar azia em urubu.
Nação a mando do diabo,
do açúcar acre, do carvão sem cinza,
do exército cômico para deleite de Guerrit Verschuur,
da vida a menos de um dólar,
da única universidade soterrada no desconhecimento
de sua fragilidade sísmica.
Ai de ti, cemitério a céu aberto
como seus esgotos, suas heresias no Palácio dos Milagres,
suas feridas abertas na História,
suas dinastias que Papa e Baby DOCumentam o horror da desgraça
que não cessa,
seu jugo estrangeiro a quem em inglês, francês, espanhol ou vudu
exauriu seu solo, furtou seu pouco de nada, anulou seu futuro.
O inferno pó-moderno teve seu apocalipse trêmulo
e chama-se Haiti.
Subserviência sob domínio da fome,
Terra morta por terremoto,
entre saques e violência,
povo sem sinapse com o real,
em fuga sem para onde,
aeroporto sem destino,
Porto Príncipe sob a realeza mundo-cão.
Que os seus mortos adubem a esperança,
que seus políticos de mentira aprendam com a finitude,
que suas ajudas humanitárias
reconstruam o que seu povo nunca teve,
que suas ruínas ensinem a ouvir
entre vozes de concreto o apelo
de barrigudinhos-catarrentos,
que seu cheiro pútrido chegue aos salões de festa,
às mesas fartas, aos bunkers dos G8,
aos cultos e aos discursos dos poderosos.
Ai de ti, Haiti!
Agora que a Natureza te riscou do mapa
e abalou o alicerce do planeta,
e que o mundo, solidário ao seu castigo por existir
escravo de tudo e todos,
possa, Haiti, vingar como veneno tardio
a única certeza de Deus não morrer antes
de um dia te ver feliz.



Contato do Márcio Almeida, em Biografia.

sábado, 21 de novembro de 2009

com o vento vamos

Lembro-me bem
jorge alegre tocava e cantava na garagem de casa Madalena, Três Apitos
We Can Work It Out
When I'm Sixty-Four.
Eu, nos meus dezessete
achava máximo o inglês dele
Jorge, ídolo de sempre
o máximo.

Meus irmãos Celso, élcio
também tocavam violão.
Celso cantava Nuvem Passageira
Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda
The Beatles
every single day.

Os Dez Negrinhos agora, sete.
The Beatles, Love Songs
cristal bonito
aí vem
mais nuvem.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bruxa do 51

segunda-feira, 20 de abril de 2009

biografia de juracy ribeiro

pedi pra nascer no dia 15/10/58 em maringá, paraná e herdei o nome do primeiro maringaense. nome dúbio me hermafroditou com o pó de maringá deixando poros e cérebro impregnados e passei a ver tudo roxo-avermelhado.

multimilionária, tenho diamante sendo lapidado, ágata-elisa, alice-aliança e rubi-rubem. também dentro do peito, água-marina. tenho lápis-lázuli cravejado de grafites brilhantes. furta-cores, porém.

meu nome vem do tupi, yura (concha) + cy (mãe), ou seja, mãe das ostras. sou ostra buscando ser mãe das pérolas. rude, colar cheio de palavras tontas. rolem as contas.

domingo, 12 de abril de 2009

mãe-terra




in memoriam (1935-2007)

olá olívia
mulher de pouca estatura
e muito fazer
fio-terra
manto que cobre
os filhos
bezerros órfãos de pai

alô olívia
te vejo
neste ensejo
criando as crias
germinando a luz
vinda de Deus
que recebo de você

elo
olívia

terça-feira, 3 de março de 2009

Carlos Emílio Faraco

.
@carlosemilio @JuracyRibeiro - uau! Pura poesia reta!!!! Adorei seu blog!!!

Carlos Emílio Faraco, professor de língua e literatura, gramático, coautor de vários livros - no twitter em 4/set/2010.
P.S.: Antes de me conhecer por escritora/poetisa bebia e bebo muito em suas fontes murmurantes.

Márcio Almeida

Belo Horizonte, 29 de fevereiro de 1988.


"Sua força está na síntese, ou no discursivo, quando você se questiona mulher, ser humano.
Em tudo, o gostoso de conhecê-la mais de perto através de sua palavra."

Márcio Almeida, (Oliveira/MG). Professor universitário, poeta, crítico literário de raridades e jornalista.

http://www.germinaliteratura.com.br/marcio_almeida.htm
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/marcio_almeida2.html

Fábio Ramos

Fábio Ramos disse...

Jura
Está lindo teu blogue!
Profissional é outra coisa...

beijo!

Fábio Ramos, em 16/09/2010, joseense, escritor, jornalista, fotógrafo, autor do blogue FOTOCINESIA - FR http://fotocinesia.blogspot.com/  Confira!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Rubens Eduardo Ferreira Frias

São José do Rio Preto, 1o. de novembro 2000.

Dileta Juracy,

Alegro-me por receber notícias suas e por suas decisões.
(...) Quanto ao vestibular da Fuvest, ou qualquer outro, é preciso empenhar-se.
Gostaria de que você concluísse o curso de Letras ou algum outro de nível superior, ao menos para ter direito à prisão especial.

São José do Rio Preto, 29 de novembro 2000.Júrame en el cielo,

Você não responde, mas se corresponde através de ótimos textos, tirados del forno com a patinha de gata. (...)
Ainda hei de receber algum lindíssimo poema de alguma das Juracys que habitam o mistério del Elio, del Chiaro, del Sol.

(obs. eu morava na rua Elio Del Chiaro)


São José do Rio Preto, 5 de outubro 2000.
Dileta Juracy,

Recebi com alegria os recortes. Ficaria ainda mais feliz se você me enviasse alguns poemas, sem dúvida, o melhor dessa feérica J.R.
Acabou de chegar também uma carta de nosso bom e produtivo amigo MÁRCIO ALMEIDA.Uma beleza restabelecer um intercâmbio iniciado por seu intermédio.
(...) Estive aí apenas uma vez, como informei, mas não recebi nenhum telefonema dessa amiga meio ursa.
Você havia começado a estudiar español. Qué pasó? Você ainda continua a manter interesse pelo castelhano ou o toureiro já regressou a Madrid?
(...)
Espero que continue a progredir na literatura e na vida, se possível com uma pitada de bom senso, além da indispensável imaginação e do inegável talento.

Rubens Eduardo Ferreira Frias. Prof. Dr, leciona Literatura Hispano-americana e Literatura Espanhola, no Depto. de Letras Modernas da Unesp, de São José do Rio Preto.

Currículo de Rubens Eduardo Ferreira Frias no Sistema de Currículo Lattes



Lau Siqueira

Mas, escrever poemas é sempre uma grande jardinagem, não é mesmo? Vivemos separando as sementes, para depois misturá-las com terra, água e palavras. Por isso nunca temos um único olhar sobre o mesmo poema. As flores nunca são as mesmas, nunca tem o mesmo cheiro, as mesmas cores... Porque na composição do olhar poético de um jardineiro existe, também, uma composição de pássaros, de ventos, de flores imaginárias e espinhos... Talvez seja na botânica que você aprendeu que a poesia precisa ser simples. Ser simples não é fácil. na verdade é muito complexo. Caso contrário teríamos um Manuel Bandeira por quarteirão. Um bacio!

Lau Siqueira, poeta, em recado no orkut 26/11/2009.
Visite http://poesia-sim-poesia.blogspot.com/