quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

José Omar de Carvalho



Este livro já foi de minha biblioteca,
agora é seu, minha amada irmã de muitas
luas, e belíssima e grande poeta

Juracy Ribeiro

Um milhão de beijos e minha gratidão.
Zé Omar. 9-9-2002


José Omar de Carvalho, poeta joseense, ao me
dedicar seu livro de T.S. Eliot, Poesia, 4a. edição, de
1963, onde consta A TERRA DESOLADA ( The Waste Land), considerado o melhor poema do século XX. Detalhe: a dedicatória está em caneta hidrográfica rosa-choque. Salve, Zé!

O adeus do poeta.
http://jornal.valeparaibano.com.br/2004/06/19/

Menalton Braff

"Acho que você tem talento e que já deve ir treinando para o Jabuti, porque se deixar pra última hora, como eu deixei, é um choque muito grande."

Boa sorte e um abraço do
Menalton Braff

18 de novembro de 2000.


Prêmio Jabuti 2000
com o livro À Sombra do Cipreste.
Visite o blog do Menalton http://menalton.blog.uol.com.br/

de sua filha, com amor

confabulo com deus:
pare o tempo
poupe meu pai um pouco mais
fruto não maduro ainda
uvas verdes, uvas verdes

ainda existe algo
não sei ao certo o que seja
certamente
o surto do amor
gratidão
comunhão
herança, harmonia
crença na ressurreição
sempre pairaram no ar

à porta do hospital

olhos vermelhos
de meu irmão mais moço
me comovem tanto quanto
olhos de meu cão
minutos antes do cão
sacrificado

Myrthes Mazza Masiero

Muito querida Juracy,

Com sua inteligência, sua criatividade, sua competência, seu brilhantíssimo, sua estardalhante originalidade, sua capacidade de ver o mundo por prismas diferentes, você fará sucesso com tudo o que escrever, pois é auto-suficiente. Eu, ACREDITO em você, querida amiga. Acredito sinceramente que é uma grande escritora, tanto em prosa, como em verso.
Você deve sentir como a amo, como a admiro e torço por você, mesmo de longe, mesmo não sendo muito presente, mesmo sendo relapsa e desatenciosa, até. Tenho escrito muito. Um dia lhe mostrarei tudo. Mil beijos a você. Estude depressa. Termine seu curso. Seja muito feliz. Telefone-me quando puder. Estou louca para conversar com você.
Meu grande abraço saudoso,
Myrthes/1990.

Juracy Ribeiro, Sonia Sirolli

OFICINA LITERÁRIA E A PRODUÇÃO DOS OFICINANDOS

ICHL - Instituto de Ciências Humanas e Letras, Universidade do Vale do Paraíba
São José dos Campos, SP
sirolli@univap.br

Palavras-chave. Oficina Literária, criação
Enquadramento: VIII - Linguística. Letras e Artes

Este estudo tem por objetivo relatar o trabalho desenvolvido nas oficinas de literatura promovidas pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, através da Ação Cultural Descentralizada, na Casa de Cultura D. Pedro I. Para isto será utilizada a metodologia do tipo relato da experiência vivida, pois sua autora principal aí desenvolve técnicas de criação e produção literárias, bem como a difusão do material produzido pelos oficinandos. A avaliação deste material nos leva a referendar a hipótese de que há um escritor em potencial em cada ser humano, desde que sejam dadas as devidas condições, conforme pode-se observar na amostragem das produções dos oficinandos a serem expostas em painel.

INIC 98 - Segundo Encontro de Iniciação Científica, 22 e 23 de outubro de 1998.

José Moraes Barbosa

São José dos Campos, 7 de março de 1991.

Prezada amiga Juracy:
Fiquei satisfeito por ter recebido a sua carta, sobretudo por saber que você continua escrevendo, pois há muito tenho lhe afirmado que o seu trabalho merece ser respeitado pela concisão e também pelo lirismo impregnado nas imagens compiladas cujos contornos poéticos se me apresentam suaves como a bruma da antemanhã.
Faço votos que você não esmoreça e continue a escrever, aguçando a sua vertente poética, posto que, potencial, a meu ver, não lhe falta. Gostei da sua narrativa bucólica. Prova que você tem sensibilidade e, sobretudo, tino para captar os mistérios da natureza.

Do amigo
Moraes


São José dos Campos, 19 de maio de 1991.


A concisão dos versos, a organização da sintaxe, os efeitos sonoros e visuais agradaram-me
indubitavelmente. Espero que assim continues, visto que, os seus "eus", creio, estão se volatizando; portanto, estimule-os. Eles esperam por ti.
Um abraço fraternal,
Moraes.

José Moraes Barbosa.

Paulo Nubile

Cara Juracy,

Fomos jurados e não nos vimos. Coisas da vida.
(...) Faz tempo que não tenho notícias/visões/textos/beijos/pistas/sorrisos...teus.
Você anda se escondendo, ou sou eu?
Mande os teus últimos textos. O teu estilo pessoal passa para os teus textos.
Eu resumo tudo numa palavra

MAROTA (MENTE)

Um beijo
Paulo

Paulo Nubile, 28 de julho de 1997.

Dailor Varela

Para Juracy Ribeiro


Pétalas de palavras
nos teus lábios
calam o batom da poesia
Teu silêncio
é que dita o verso

Dailor Varela, no Diário de S. José. São José dos Campos, 24 de outubro de 1999.

Fátima Ojeda

Depoimento no orkut

01/10/05
Fátima
Woww! Vou ter o privilégio de ser a primeira a dar o testemunho sobre esta criatura, digna realmente das bênçãos do Universo. Até me emociono ao falar dela, pq ela é minha referência de virtude. Desde o dia em que meus olhos pousaram neste ser frágil, apenas fisicamente, fui tomada de uma paixão súbita, mas no seu sentido mais nobre. Ela exalava uma pureza de sentimentos que me cativou para sempre. Era a professora com quem eu viria aprender a desenvolver minha sensibilidade à poesia. Ela dava aulas na Oficina de Criação Literária, da Fund. Cult.(1999). Aos poucos fui conhecendo-a, e nunca me decepcionei. De uma inteligência rara, carinhosa, atenciosa com os seus alunos, protetora da natureza, justa como a balança que simboliza o seu signo. Mãe zeloza, amiga, sensível, mística, poetisa de grande quilate, seu humor perspicaz já é pura ousadia. Seu sorriso, um convite a um repouso na beira do rio, seu caráter incorruptível supera tudo. Desejo-lhe toda a sorte do mundo! “Jura” que nunca se esquecerá de mim?? rss

Fátima Ojeda.

Rui Werneck de Capistrano

*** mãe ***
* das conchas **
agora sim e sã a *
* primavera está salva: ***
**nasceu a primeira flor no *****
***** jardim e eu de rosto colado **
* nos vidros da vidraça a vejo
** e imagino seu sorriso grácil ***
**** se abrindo só ****
*** pra *****
*** mim ***
*
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* * * * * *
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****
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*
****************
terra roxa terra ro
xa terra roxa terra
roxa terra roxa ter
ra roxa terra roxa
ventre fértil ventr
e fértil ventre fér
til ventre fértil
seres víveres

Werneck
setembro de 86

Rui Werneck de Capistrano é escritor de nove livros, 2 peças e ganhador do Prêmio Nacional de Contos do Paraná, em 1988, com o livro Máquina de Escrever.

.

Nelson Albissú

cartão Pra você não esquecer de MIM...
dentro, uma linha para amarrar no seu dedo (veio com linha e tudo)

Juracy

Que bom voltar de viagem e encontrar a poesia de
Mulheres de São José me esperando.
Gostei muito. Obrigado!
Continue sempre, apesar, às vezes, do mundo.
Um grande abraço de ternura para você e todos
amigos de São José.

Nelson Albissú, abril /94 - premiado autor de literatura infantil e professor de teatro da Universidade Católica de Santos.

Róbison Benedito Chagas

Estou de posse de Vidros e Vidraças e, vê-la através desta "janela", emocionou-me sobremaneira.
Foi tão emocionante lê-la que, ao mesmo tempo tive vontade de poetar, e o fiz, num quase plágio emocional, envolvido pelo desejo de crescer, ou melhor, de sentir-me grande, crescente, ao perceber que atrás de outras vidraças há outros seres que choram, que sorriem e que acima de tudo, ainda acreditam no Homem.
Sei que ainda não lançou "Vidros e Vidraças" mas, quando o fizeres gostaria de receber um exemplar. Serei muito feliz em tê-la em minha estante, poder abrir as suas vidraças e contemplar-me com sentimento, com sorriso, com agonia, com tristeza, com gente, com sol, com estrelas e acima de tudo com uma MULHER-POETA.
Carinho,
Róbison.

Róbison Benedito Chagas, 26/9/86 - 14,02h.

Josefina Neves Mello

Do frio do Paraná
tem o brilho moreno
nos olhos
Dos males de amor
guarda a pluma lilás
na ponta dos dedos

dos livros
dos filhos
das flores
o perfume e a força
do poema

Josie - 16/out/96.

Livro Mulheres de São José - Outros poemas, 1996.

Contato Juracy Ribeiro

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Obrigada pelo contato!

Em breve responderei.

Juracy Ribeiro

José Paulo Paes

"Fiquei sensibilizado com o poema que teve a gentileza de me dedicar. Muito obrigado.
Sinto-me honrado por ter uma leitora como você.
Com os cumprimentos mais cordiais do José Paulo Paes".

José Paulo Paes, 14/03/96.

Rubervam Du Nascimento

Distanteresina, 03 de janeiro de 1996.

"li você. vi usted. entradas e bandeiras estalo de mariposa. essa tristeza de ama-seca. gosto de secura. palavra. certas palavras. cruas. vestidas. nuaspreciso ler e reler mais: contos. poemas. entrar e vasculhar seus infernos. céu da boca. céu de mundo. pra in vocar roteiros. outros. como en/canto e dança em são josé dos campos.
lindíssima a capa da antologia MULHERES DE SÃO JOSÉ. o título é um achado. o corte no rosto da montagem certeiro como um drible e um gol. néctar de dyrce. espólio de josie. analogia de myrthes e quase todo todos de beth. essas mulheres cheias de y e h por toques de nomes sentimentos. guardadas em baús de ossos no interior deste país interior:
brasil. brabbil. quantas vezes!
.......................................................
Poesia Viva.
canção então de nunca mais querer ir embora.
espero mais livros e você."

Rubervam Du Nascimento.

Leila Míccolis

"Obrigada por lembrar-se sempre de mim e apresentar minha poesia para as suas alunas. Uma delas, a Fátima Ojeda, me escreveu, inclusive mencionando a efervescência poética de São José.
Fico muito contente com isso e espero que isto sirva de exemplo para o Brasil todo.
Beijo carinhoso

Leila Míccolis, dezembro de 1999.

Dailor Varela

"Tive a oportunidade de ler o livro de poemas Vidros e Vidraças, de Juracy Ribeiro, poeta de São José dos Campos, e que está nas livrarias da cidade. Trata-se de um livro que revela uma poesia que está no caminho certo, com momentos bonitos, com preocupação de construir versos seguros."

Dailor Varela, Jornal ValeParaibano, 3 de maio de 1987.

Reinaldo de Sá

"Que lucidez, essa menina, que um dia apareceu morenamente falando de horizontes e espaços interiores."

Reinaldo de Sá, extinto Jornal do Vale, 26 de fevereiro de 1987.

Luiz Roberto Guedes

"Sim, há algo mais no ar de San José do que os aviões do CTA. Há a poesia de las mujeres de San José.
Felizes voos."

Luiz Roberto Guedes, SP, 23 do 1 de 96.

Dailor Varela

"Juracy Ribeiro, sei disso faz tempo, é um dos melhores talentos literários do Vale do Paraíba. Extremamente tímida, avessa às badalações, digamos, culturais, essa mulher é um surpreendente talento, especialmente como contista."

Dailor Varela, extinto O Diário, 5 de outubro de 1993.

Uilcon Pereira

 

Juracy,
      minha querida

foi ótimo aflorar por aqui, carta deliciosa e conto idem
acho que você tem vocação forte, pique criativo na magia das palavras, tudo seco e breve, contundente e cheio de humor
mande outros, lerei com prazer e atenção
mando-lhe um flolheto com alguns contozinhos, na interface poesia/ficcão/artes visuais - minhas 3 vidrações

abração e amizade    
                             do
                                   Uilcon
                                   19.1.96

número de telefone...
uma da tarde ou 9 da noite      



Juracy,
minha amiga

uai, Celso dá força de um lado, Nilza de outro

mando-lhe mais livrinhos, quero ser lido pelas mulheres (também) de São José (também)

você é de Maringá? conheço muito, comecei carreira em Assis; semana passada fiz banca de tese de Eduardo Montagnari, pró-reitor e diretor do teatro universitário de lá

entre seus contos e seus poemas, prefiro os primeiros -- você, às vésperas da maturidade total - como ficcionista
é de bom humor, é meigo, terno, lírico e...contundente, ao mesmo tempo

"labirinto", dentre os textos do livro, é o meu preferido, é denso, econômico, enxuto, minimal

abração, beijucos (e não suma)

Uilcon
1.2.96



Juracy, minha amiga

com desculpas pelo sumiço
aulas, teses, burocracias e -- coisa rara -- um certo desânimo com tudo e com todos, migo à frente
"Nossa, que presentão"
isso mesmo
beleza gráfica total, ideia excelente, bons textos, novos e novíssimos
mais contistas que´poetas hoje?
destaquei Flávio Coelho, talvez injustamente, pois o nível geral me parece o lado mais destacado, mais evidente
revejo Helena, reencontro Marcos (somos amigos, fui banca dele, no Amigo da Onça)
a Fundação é usina cultural
apresento-lhe Artur Gomes, poeta e performer, de Campos, agora no ABL
(endereço do autor)
temos pressa, escreva-lhe
abração

Uilcon  8.4.96

Uilcon Pereira
Vide biografia e foto no link
 http://www.revista.agulha.nom.br/upereira.html

Nilza Amaral

"Conheço Juracy Ribeiro de outros escritos. O leitor será tocado pelo seu fazer poético, pela unidade musical imagética de "eu babo eu babo eu babo/eu bato na mesa e berro" ou de "droga assistir a solidão das crianças/essa tristeza/de ama-seca."

Nilza Amaral, orelha do livro Mulheres de São José, novembro de 1992.

Celso de Alencar

"Nas últimas duas décadas poucas mulheres apareceram na poesia brasileira. Ana Cristina Cesar, Tereza Tenório, Marlene Bilenky, Marize Pacheco, Glória Peres, Thereza Christina da Motta, Leila Míccolis, Eliana Barriga, Lúcia Villares, Dalila Teles Veras; são alguns nomes que fizeram, fazem a poesia atual. Nessa corrente incluo cinco coerentes e lúcidas, ousadas e independentes mulheres. Mulheres de São José."

Celso de Alencar, prefácio do Livro Mulheres de São José, novembro de 1992.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Prefeitura Municipal de Salto

Cara Juracy,

Informo que o seu troféu (menção honrosa)
se encontra em nossa guarda.
Como o prêmio é de material acrílico
não pudemos enviá-lo pelo correio.

Um abraço,

Oséas.
Inverno de 1992.

II Prêmio Moutonnée de Poesia.

liras e trombetas

são onze e trinta e cinco da noite
horário de verão
vou lá fora olhar o céu
noite densa, nenhuma estrela
no entanto, um rasgo no céu
coro de anjos entoando hinos
reino de deus – lar de amor

pequenina, pergunto ao pai
com quantos poemas
me será permitido
sentar à sua destra

perplexa e feliz ao mesmo tempo
tento balbuciar algumas palavras
misturando minha voz à dos anjos
impossível

o choro baixa-me os olhos
em reverência
à Luz Maior

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

chapéu de diamantes

ao velho Pinheiro morto a
20 de novembro de 1995


meu pai é um rei

preciso de algum tempo
para coroá-lo ainda
numa simples troca de chapéus

dizer do grande amor
que infla meu peito

peço às forças ocultas
: intuam-me poema belo
e eu sussurre
em seu ouvido inconsciente

direi o poema
[sem soluços]
sairei do hospital

meu pai é um rei
meu pai é um rei